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O ótimo clima dos anos de 2014 e 2015 permitiu que a produção italiana de vinho superasse a francesa, já que foi possível colher as safras com mais antecedência sem impactar na qualidade da bebida. Até o fechamento do ano, foram 4,8 bilhões de garrafas produzidas na Itália e 4,6 bi na França, segundo a Comissão Europeia.

Além das boas safras, a Itália investiu em renovação de vinhedos e em melhorias na produção de vinhos, já que esse é o maior produto de exportação do país, segundo Domenico Bosco, representante da Confederação Nacional dos Agricultores.

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Um engano comum para quem não é bem iniciado em vinhos é o de achar que qualquer vinho pode envelhecer e, assim, ficará melhor. Na realidade, cerca de 90% da produção mundial tem a finalidade de ser consumida em menos de dois anos após sua fabricação e, vinhos produzidos para serem bebidos envelhecidos podem ser bastante estranhos se consumidos de forma precoce.

Para produzir um bom vinho envelhecido, é necessário muito estudo, das uvas certas, dos barris corretos e de vários tantos outros aspectos. Mas, se você tem interesse em se aventurar nessa área no conforto de sua casa, considere esses aspectos:

 

  1. Acidez

Com o tempo, vinhos perdem gradualmente a quantidade de acidez. Isso significa que para envelhecer bem, um vinho precisa ter um nível de acidez alto para reduzir ao longo de 10-15 anos.

 

  1. Taninos

Os taninos são provenientes das cascas das uvas e possui um balanço correto em relação aos taninos da fruta e do barril. Para um envelhecimento perfeito, a quantidade de taninos do vinho deve ser elevado inicialmente e, com o tempo e o balanceamento correto, tende a ficar cada vez mais suave ao paladar. Lembrando que vinhos brancos não necessitam de tanta valorização dos taninos para envelhecer e que, tintos envelhecidos não-balanceados não melhorarão com o tempo.

 

  1. Nível de álcool

O nível de álcool determinará o quão rápido o vinho torna-se vinagre. Quanto maior o teor alcoólico, mais rápido ele transforma-se em vinagre. Vinhos de baixo teor alcoólico (13,5% ou menos) são ideais para fornecer envelhecidos marcantes. Há casos em que essa regra não se aplica e é possível ter ótimos resultados com teores altos.

 




menu especial, decantador de vinho

Se você ainda não conhece, um decantador é esse recipiente de vidro ou de cristal, com uma base bastante larga (para a superfície entrar em contato com o ar mais facilmente) e tem a função de decantar a bebida, o famoso “deixar o vinho respirar”.

Essa prática é utilizada majoritariamente em vinhos tintos (em raríssimas ocasiões a prática é realizada em outros tipos, já que pode estragar sua composição), preferencialmente de longa data e de maior qualidade. A decantação é feita para que resíduos e borras não se misturem ao líquido; além de oxigenar a bebida e liberar os aromas engarrafados há anos.

 

Como decantar:

 A decantação é indicada apenas para vinhos mais velhos e de alta qualidade – você pode fazer o mesmo com vinhos de safras recentes, porém o benefício não será tão grande quanto aos mais antigos – para que seja possível sentir todo o potencial e os aromas dessa tão amada bebida.

Primeiramente, um ou dois dias antes, deixe a garrafa na posição vertical. Assim os resíduos terão tempo de decantar até o fundo da garrafa.

Agora, cerca de duas horas antes de servir, abra o vinho, limpe a boca da garrafa e decante-o de uma vez só.

Preste bastante atenção: assim que perceber os primeiros resíduos, pare imediatamente (caso esteja com pressa, use um pano de algodão na boca do decantador para bloquear os resíduos).

Após as duas horas, sirva você e seus convidados, brinde e aproveite!

 




Acerte no vinho das festas de fim de anoO final do ano está aí! E, junto com ele, vem as festas! Porém, na hora de escolher as bebidas sempre bate uma dúvida: qual vinho vai agradar a todos? Bom, o primeiro fator é que o gosto pessoal sempre deve ser considerado na hora de comprar um vinho, some a isso as dicas a seguir:

 

  • O verão é a estação do fim do ano e, geralmente, estará bem quente. Nessas condições, o mais indicado são vinhos brancos ou espumantes, em temperaturas de 5ºC a 10ºC, já que as uvas verdes preservam a acidez no vinho, beba em baixas temperaturas para amenizar a acidez.

  • Use vinhos brancos para pratos leves, como peixes e saladas.

  • Agora, para harmonizar com os pratos da noite, considere a máxima de que alimentos mais gordurosos ou pesados devem ser acompanhados de um bom tinto encorpado a 15ºC; esse tipo de vinho possui resveratrol, uma substância que ajuda na digestão.

  • Para sobremesas, prefira vinhos adocicados e leves.